Poema: Sentidos Sentidos

Fulminei uma visão no teu clarão,
majestosa odisseia da consequente transfiguração,
areais de sedas pulsantes, inconstantes,
ondulações de fulgurantes corpos palpitantes.

Saboreei gemidos do teu turbilhão,
emancipante epopeia da desejosa penetração,
liquefacções de plumas cintilantes, harmonizantes,
brisas de exacerbantes mentes contagiantes.

Inalei os aromas da tua excitação,
magnificente voo de uma intempérie de sedução,
nuvens de orquídeas afagantes, amenizantes,
simbioses de fulgores dos nossos semblantes.

Ouvi as sinapses da tua sublimação,
apaixonante destreza da dócil contemplação,
contornos de nirvanas extenuantes, gritantes,
ebriação de devaneios de mentes apaixonantes.

Tacteei as sumptuosas voracidades de emancipação,
demência libidinosa em clamores de realização,
interjeições de húmidos silêncios na amena escuridade,
calmaria terna e singela após desejada tempestade…

Por: BM Resende

2 Respostas para “Poema: Sentidos Sentidos”

  1. Usarei esse poema em uma aula para alunos esplicar os sentidos e apurar as sensações, sobre a reflexão do texto dos sete saberes, Edgar Morin.É muito lindo…Obrigada

  2. Bruno Resende Diz:

    Viva Christina.

    Obrigado pelo elogio e pelo uso do poema, é uma grande lisonja para mim.

    Cumprimentos.

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