Poema: Beltaine
Da réstia de penumbra se fez a luz,
extravasamento avassalador do Sol,
eis que se ergue, ilumina e seduz,
eis que resplandece,
fulgor que aquece,
aos céus clamam as vozes em apoteose,
dádivas de alegria,
desfeitas as nostalgias,
às nuvens se entrega a chama,
brilhante epopeia da divindade que clama,
se enlaçam as vozes,
se enterram os algozes,
vitória intempestiva das vivências,
explosão das frondosas existências,
esvoaçam as musicalidades,
se exponenciam as felicidades,
ritualizações das mentes libertas,
paixões e sexualidades despertas,
entrelaçadas as feminilidades,
ensarilhadas as masculinidades,
indução da consciência em alteração,
fumos chás, cerimoniais em turbamultação.
Ergue-te Sol para nós!
E todos os dias ouvirás a nossa voz!
Por: BM Resende